Medidas protecionistas norte-americanas afetam diretamente exportadores de grãos e carne da região, que dependem do mercado externo.
As recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos agrícolas de países emergentes têm causado apreensão entre produtores rurais e exportadores do sul do Maranhão. Com forte vocação para o agronegócio, a região — especialmente municípios como Balsas, Riachão e Tasso Fragoso — mantém uma economia fortemente ligada à exportação de soja, milho e carne bovina, produtos que agora enfrentam barreiras comerciais mais rigorosas.
As tarifas foram anunciadas como parte de uma estratégia norte-americana para proteger a produção interna e reduzir o déficit comercial. No entanto, a decisão impacta diretamente a cadeia produtiva maranhense, que já vinha lidando com oscilações no mercado internacional e altos custos logísticos. Especialistas apontam que a competitividade dos produtos brasileiros pode ser comprometida, gerando queda na demanda e redução nos preços pagos ao produtor.
O sul do Maranhão, que viu crescer sua produção agrícola nas últimas duas décadas, investiu fortemente em tecnologia, infraestrutura e abertura de novos mercados. Agora, com as restrições dos EUA, há risco de retração nos investimentos e redução do ritmo de exportações. Cooperativas, transportadoras e pequenos produtores também sentem os efeitos do novo cenário econômico.
Representantes do setor agropecuário local e entidades como a AIBA (Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia, que também representa parte do MATOPIBA) já articulam ações para buscar novos mercados e pressionar o governo federal por medidas de compensação. Enquanto isso, a expectativa é de que a diplomacia brasileira atue para reverter ou amenizar as tarifas, minimizando os impactos em uma das regiões mais produtivas do país.