SAFRA DE ALGODÃO 2025/2026 TEM INÍCIO COM PLANTIO ACELERADO E CENÁRIO FAVORÁVEL PARA EXPORTAÇÕES

O plantio de algodão avança no Brasil no começo da safra 2025/2026, enquanto as exportações mantêm ritmo forte, os estoques seguem em alta e o consumo interno apresenta sinais de recuperação. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou o primeiro relatório da safra 2025/2026, trazendo um panorama atualizado sobre o andamento do plantio no país, o encerramento do beneficiamento da safra anterior e as projeções para exportações, mercado interno, estoques e cenário internacional. Segundo o boletim, a semeadura da nova safra já foi iniciada e ocorre em ritmo consistente. O avanço é mais perceptível nos estados produtores de algodão de segunda safra, beneficiados pela colheita mais rápida da soja, com destaque para Mato Grosso. Área plantada deve recuar Para a safra 2025/2026, a área cultivada com algodão no Brasil deve apresentar redução de 5,5%, totalizando cerca de 2,052 milhões de hectares. A diminuição reflete decisões dos produtores diante das condições de mercado e dos custos de produção. Exportações seguem em alta As exportações brasileiras de algodão continuam com desempenho robusto. Em dezembro de 2025, o país embarcou 452,5 mil toneladas, gerando receita de US$ 707,4 milhões. O volume foi recorde para o mês e representou aumento de 28,2% em relação a dezembro de 2024. A China foi o principal destino, respondendo por 32% dos embarques no mês. No acumulado de agosto a dezembro de 2025, o país asiático também liderou as compras, com 364,0 mil toneladas, o equivalente a 26% do total exportado. Para a safra 2025/26, a Abrapa projeta exportações de 3,2 milhões de toneladas, crescimento de 13% em comparação ao ciclo anterior. Consumo interno dá sinais de recuperação No mercado doméstico, o relatório indica melhora gradual da demanda. A produção têxtil acumulou alta de 6,8% entre janeiro e novembro de 2025. No mesmo período, a produção de vestuário avançou 0,7%, reforçando os sinais de recuperação do consumo interno. Estoques seguem em crescimento A combinação de produção elevada e exportações em ritmo forte mantém os estoques finais de algodão em patamar elevado no país. A projeção para julho de 2026 é de 835 mil toneladas, volume 65% superior ao registrado na safra anterior.

ONDE A SOJA CRESCE, A TRANSFORMAÇÃO ACONTECE’ É TEMA DA ABERTURA NACIONAL DA COLHEITA DA SOJA

Evento simboliza o início da safra 2025/26 no Brasil e acontece em 30 de janeiro, em Porto Nacional (TO) A Abertura Nacional da Colheita da Soja está cada vez mais próxima e representa o marco simbólico de mais um ciclo produtivo da oleaginosa no país. As inscrições já estão disponíveis e podem ser realizadas de maneira prática e rápida: basta acessar o link, informar os dados solicitados e confirmar a participação. Com o lema “Onde a soja se desenvolve, a transformação acontece”, a iniciativa evidencia a importância estratégica da cultura para o avanço econômico, social e sustentável do Brasil. A cerimônia será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8 horas, na Fazenda Alto da Serra, pertencente ao Grupo Wink, localizada em Porto Nacional, no Tocantins. O evento deve reunir produtores rurais, lideranças do setor, autoridades e especialistas do agronegócio, reforçando o estado como cenário de um dos principais momentos do calendário da soja. De acordo com a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional é um reconhecimento ao trabalho desempenhado pelos produtores do estado. “O Tocantins se firmou como referência em produtividade, sustentabilidade e integração entre o meio rural e urbano. Receber a abertura nacional valoriza o empenho dos produtores que impulsionam o desenvolvimento econômico e social do país”, destaca. O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, também ressalta a importância do Tocantins na produção de soja e milho. Segundo ele, o estado apresenta avanços a cada safra e se consolida como referência em tecnologia, gestão e práticas sustentáveis, contribuindo de forma decisiva para o fortalecimento do agronegócio brasileiro. Entre os nomes confirmados está o economista e biólogo Richard Rasmussen, que participará de um dos painéis do evento, além de autoridades políticas que irão discutir políticas públicas voltadas ao crescimento do estado e ao desenvolvimento do setor agropecuário.

Início do Plantio de Soja no Sul do Maranhão Enfrenta Desafios com Atraso das Chuvas

O plantio de soja teve início no sul do Maranhão, especialmente na região de Balsas, um dos principais polos do agronegócio no Matopiba. Produtores começaram a colocar as máquinas em campo após as primeiras precipitações mais consistentes, que só ocorreram nos últimos dias. O avanço da safra 2024/2025 vinha sendo aguardado com expectativa, já que o calendário tradicional prevê o início dos trabalhos ainda em outubro. No entanto, o ritmo lento das chuvas obrigou muitos agricultores a adiar a semeadura para evitar riscos de perdas. O atraso no regime hídrico é o principal desafio enfrentado nesta temporada. Segundo relatos de produtores e técnicos agrícolas, as chuvas chegaram de forma irregular e insuficiente para garantir a umidade adequada do solo, condição essencial para a germinação. A demora obrigou algumas propriedades a replanejar áreas e cronogramas, aumentando custos e elevando a tensão entre os sojicultores. Há também preocupação com possíveis impactos no ciclo da cultura, já que o atraso pode encurtar a janela de plantio e pressionar o planejamento da safrinha de milho. Apesar do cenário inicial desfavorável, as perspectivas para a safra ainda são consideradas positivas. Com a recente regularização das precipitações, a expectativa é de que o plantio avance de maneira acelerada nas próximas semanas. Técnicos apontam que, se o regime de chuvas se estabilizar em novembro e dezembro, a soja terá condições de desenvolvimento favoráveis, reduzindo o risco de perdas significativas. A região de Balsas, conhecida por sua alta produtividade, mantém confiança em bons rendimentos, desde que o clima seja colaborativo daqui em diante. Para os produtores, o momento agora é de cautela e gestão. O monitoramento climático e o manejo cuidadoso da lavoura serão decisivos para transformar a safra tardia em uma temporada produtiva. Ainda assim, o setor se mostra otimista: o mercado mantém demanda aquecida, e a tecnologia empregada no campo maranhense continua avançando. Se o clima permitir, a colheita de 2025 poderá confirmar mais um ano de destaque para o sul do Maranhão no cenário da soja brasileira.