EXPORTAÇÕES DE CARNE SUÍNA AVANÇAM EM 2026 E SUSTENTAM MERCADO INTERNO; FEVEREIRO TEM RITMO FORTE

Receita cresce na média diária, preços mostram estabilidade e especialistas apontam cenário favorável ao produtor rural. As exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada somaram 134.811,2 milhões de dólares até a segunda semana de fevereiro de 2026, conforme dados da (Secex) Secretaria de Comércio Exterior reportados nesta semana. O resultado confirma a força do mercado externo na composição da renda do setor. Em fevereiro de 2025, a receita total havia alcançado 253.426,3 milhões de dólares. Na média diária, o desempenho deste ano é superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Até a segunda semana de fevereiro de 2026, o valor médio diário ficou em 13.481,1 milhões de dólares. Em fevereiro de 2025, a média foi de 12.671,3 milhões de dólares por dia. O volume embarcado também mostra avanço proporcional quando analisado pelo ritmo diário. Na segunda semana de fevereiro de 2026, foram exportadas 53.896,4 toneladas. Em todo o mês de fevereiro de 2025, o total embarcado chegou a 101.118,4 toneladas. Ritmo de embarques e preços indicam mercado equilibrado Considerando a média diária de volume, a primeira semana de fevereiro de 2026 registrou 5.389,6 toneladas. Durante fevereiro de 2025, a média diária foi de 5.055,9 toneladas. A diferença representa acréscimo de 6,6 toneladas no comparativo entre os períodos. No preço médio por tonelada, o cenário aponta estabilidade. Na primeira semana de fevereiro de 2026, o valor ficou em 2.501,3 dólares por tonelada. Em fevereiro de 2025, a média foi de 2.506,2 dólares, com variação negativa de apenas 0,2%, ou 6,4 dólares na comparação. Para o consultor da ABC (Associação Brasileira de Criadores de Suínos), Iuri Pinheiro Machado, o desempenho externo tem papel central na sustentação do setor. “As exportações brasileiras de carne suína estão indo muito bem, tanto em volume quanto em receita em dólar”, afirma. Segundo ele, o avanço ajuda a equilibrar a oferta interna e contribui para manter remuneração adequada ao produtor. Exportações enxugam oferta e reduzem dependência Iuri Machado lembra que o Brasil reduziu a concentração em poucos compradores internacionais. “Nós tínhamos uma dependência muito grande da China, e agora temos uma distribuição maior de destinos”, destaca. Essa diversificação amplia a segurança comercial diante de oscilações globais. Atualmente, as vendas externas representam pouco mais de 20% da produção nacional. Em janeiro, os embarques superaram em mais de 14% o volume do mesmo mês do ano anterior. “Isso ajuda a enxugar o mercado e manter as cotações num preço que permita margem ao produtor”, reforça. No mercado doméstico, entretanto, o início do ano trouxe ajustes típicos do período. “No final de 2025 nós vimos uma grande estabilidade nos preços, num patamar até razoável, relativamente alto, propiciando margem pro produtor, mas bem estável”, relembra. Volatilidade de início de ano e efeito manada Com a virada do calendário, a demanda costuma desacelerar. “O que acontece normalmente no início do ano é um esfriamento da demanda e o acúmulo das sobras de estoque de final de ano”, explica o consultor. Esse movimento pressiona as referências no curto prazo. Ele também aponta o chamado efeito manada. “O produtor vê que a cotação tá caindo semana a semana e tenta antecipar as vendas para não pegar um preço mais baixo.” Segundo Iuri, essa reação aumenta a oferta momentaneamente e intensifica a queda. Apesar disso, o cenário já dá sinais de acomodação. “Já observamos nos últimos dias uma estabilização nessa queda, com sinais de retomada de alta nas cotações”, afirma. A avaliação é de que se trata de oscilação passageira, sem fundamento estrutural para recuos prolongados. Formação de preço segue lógica de mercado Para Alvimar Jalles, consultor de mercado da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (ASEMG), o setor funciona sob concorrência aberta. “Ninguém manda nesse mercado”, afirma. Segundo ele, a formação de preço ocorre de maneira livre, baseada em oferta, procura e expectativa. Jalles ressalta que não há manipulação, mas sim movimentos naturais. “O que há são movimentos especulativos naturais, são excessos de oferta naturais, são falta de animais de modo natural.” Ele reforça que compreender essa dinâmica é essencial para decisões mais acertadas dentro da propriedade. De acordo com o consultor, a maior capacidade de barganha está no mercado independente, que representa cerca de 30% da produção nacional. Ainda assim, há interligação com o sistema integrado, o que mantém comunicação entre os diferentes modelos de produção. Custos de produção e perspectiva para 2026 No campo dos insumos, o cenário é considerado favorável. Iuri avalia que não há, no curto e médio prazo, expectativa de alta expressiva para milho e farelo de soja. Isso contribui para preservar a rentabilidade, mesmo diante de preços médios ligeiramente inferiores aos de 2025. Jalles também projeta equilíbrio ao longo do ano. Ele lembra que a produção vem crescendo em torno de 4,5%, o que pode resultar em preço médio um pouco abaixo do pico anterior. Ainda assim, acredita em resultado positivo ao produtor. “A minha hipótese é que a gente tenha um preço médio menor do que o ano passado, mas o suinocultor continuará tendo lucro no seu negócio”, afirma. Para ele, o mercado deve operar dentro de uma faixa compatível com os custos atuais. Consumo e competitividade entre proteínas Outro ponto relevante é a disputa com outras carnes no varejo. Iuri destaca que o boi influencia diretamente o comportamento do suíno. “O boi deve ajudar a manter os preços do suíno firmes, porque existe essa relação de competitividade entre as duas carnes”, explica. Jalles complementa que o consumo não depende apenas de preço. Segundo ele, a carne suína vem ganhando espaço pela qualidade sanitária e pelo maior conhecimento do consumidor. “O mix de consumo não é determinado só por preço, é determinado também pelo preço”, pondera. Para o produtor rural, a principal recomendação é foco na gestão. Iuri resume: “O produtor precisa entender o mercado e antever os movimentos.” Com planejamento, eficiência e controle dos custos, o setor tem condições de atravessar 2026 com estabilidade e margem positiva. Fonte: Notícias Agrícolas
CLIMA E LOGÍSTICA PRESSIONAM MERCADO DA SOJA

No Paraná, a colheita alcança 20% da área
SEGUINDO A SOJA E DE OLHO NA CHINA, MILHO RECUA EM CHICAGO NESTA SEGUNDA-FEIRA

B3 opera próxima da estabilidade com poucos negócios sendo registrados
ALERTA CLIMÁTICO PRESSIONA SAFRA DE GRÃOS NO MERCOSUL

A recomendação é de acompanhamento atento dos relatórios subsequentes A intensificação de condições climáticas extremas no Mercosul acende um alerta para a produção de grãos, com risco relevante concentrado em áreas agrícolas da Argentina e do Paraguai. Segundo análise de José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group, uma onda de calor com temperaturas acima de 40°C amplia a vulnerabilidade das lavouras em um momento sensível do ciclo produtivo. O diagnóstico resulta do cruzamento dos mais recentes informes da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, que reúnem estimativas agrícolas divulgadas em 5 de fevereiro de 2026 e dados climáticos referentes ao período de 5 a 11 de fevereiro, publicados em 4 de fevereiro. A leitura conjunta desses relatórios indica que cerca de 11 milhões de hectares se encontram atualmente expostos a perdas potenciais nos dois países. Nesse cenário, o volume de produção em risco é estimado entre 45 e 58 milhões de toneladas, o que representa de 30% a 38% da safra projetada. A persistência do calor intenso, associada à falta de alívio climático no curto prazo, pode agravar os impactos sobre o milho e a soja, culturas centrais para a região e para o fluxo de oferta global. A análise destaca que o desdobramento das próximas semanas será decisivo para dimensionar os efeitos finais sobre a produção. A recomendação é de acompanhamento atento dos relatórios subsequentes, uma vez que a evolução desse evento climático tem potencial para influenciar a formação de preços no curto prazo, especialmente nos mercados de milho e soja, diante da sensibilidade do balanço entre oferta e demanda. Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems
SOJA DISPARA E SOBE FORTE EM CHICAGO, RETOMANDO OS US$ 11, COM FALA DE TRUMP SOBRE COMPRAS DA CHINA

Presidente americano fala em China se comprometendo a comprar 20 mi de t de soja nesta safra
MENOR OFERTA ALTERA LOGÍSTICA DE GRÃOS NO MARANHÃO

Milho do Maranhão ganha fluxo logístico no fim do ano.
PREÇOS DA SOJA TÊM ESPAÇO PARA MAIS BAIXAS NO BRASIL.

ATÉ QUE PASSE O PICO DA COLHEITA; PRESSÃO DO DÓLAR É INTENSA
PRODUÇÃO MUNDIAL DE SOJA CRESCE COM IMPULSO DO BRASIL, APONTA IMEA

Aumento na produção brasileira está associado à expansão da área plantada
SAFRA DE ALGODÃO 2025/2026 TEM INÍCIO COM PLANTIO ACELERADO E CENÁRIO FAVORÁVEL PARA EXPORTAÇÕES

O plantio de algodão avança no Brasil no começo da safra 2025/2026, enquanto as exportações mantêm ritmo forte, os estoques seguem em alta e o consumo interno apresenta sinais de recuperação. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou o primeiro relatório da safra 2025/2026, trazendo um panorama atualizado sobre o andamento do plantio no país, o encerramento do beneficiamento da safra anterior e as projeções para exportações, mercado interno, estoques e cenário internacional. Segundo o boletim, a semeadura da nova safra já foi iniciada e ocorre em ritmo consistente. O avanço é mais perceptível nos estados produtores de algodão de segunda safra, beneficiados pela colheita mais rápida da soja, com destaque para Mato Grosso. Área plantada deve recuar Para a safra 2025/2026, a área cultivada com algodão no Brasil deve apresentar redução de 5,5%, totalizando cerca de 2,052 milhões de hectares. A diminuição reflete decisões dos produtores diante das condições de mercado e dos custos de produção. Exportações seguem em alta As exportações brasileiras de algodão continuam com desempenho robusto. Em dezembro de 2025, o país embarcou 452,5 mil toneladas, gerando receita de US$ 707,4 milhões. O volume foi recorde para o mês e representou aumento de 28,2% em relação a dezembro de 2024. A China foi o principal destino, respondendo por 32% dos embarques no mês. No acumulado de agosto a dezembro de 2025, o país asiático também liderou as compras, com 364,0 mil toneladas, o equivalente a 26% do total exportado. Para a safra 2025/26, a Abrapa projeta exportações de 3,2 milhões de toneladas, crescimento de 13% em comparação ao ciclo anterior. Consumo interno dá sinais de recuperação No mercado doméstico, o relatório indica melhora gradual da demanda. A produção têxtil acumulou alta de 6,8% entre janeiro e novembro de 2025. No mesmo período, a produção de vestuário avançou 0,7%, reforçando os sinais de recuperação do consumo interno. Estoques seguem em crescimento A combinação de produção elevada e exportações em ritmo forte mantém os estoques finais de algodão em patamar elevado no país. A projeção para julho de 2026 é de 835 mil toneladas, volume 65% superior ao registrado na safra anterior.
ANO DE 2025 ESTÁ ENTRE OS TRÊS ANOS MAIS QUENTES REGISTRADOS NO MUNDO

As temperaturas médias já ultrapassaram 1,5 grau Celsius de aquecimento global