FAPCEN FAZ BALANÇO POSITIVO DA AGROBALSAS

Feira valorizou a produção sustentável de grandes e pequenos produtores.

A maior feira de agronegócio do Maranhão, que aconteceu entre os dias 11 e 16 de maio teve um formato diferente na edição de 2026.
Sem a participação de nove das maiores revendas de máquinas agrícolas e de programas de gerenciamento de safra, a organização precisou se reinventar para garantir o sucesso da feira.


Segundo o presidente da Fapcen Paulo Roberto Kreling a feira cumpriu sua missão. “A feira foi um sucesso, pois transferimos tecnologia, disseminamos informação e valorizamos tanto o grande quanto o pequeno produtor” Salientou Paulo Kreling.
O ponto alto da programação foram as palestras de alto nível que discutiram temas importantes para o agronegócio em todos os seus segmentos.
O professor Ronaldo Carmona, especialista em geopolítica falou durante um dos painéis mais concorridos da feira que abordou os impactos econômicos das últimas guerras nos mercados globais de soja e milho. O professor também analisou o momento atual do mercado nacional com as altas taxas de juros para financiamentos e os preços em queda das principais commodities. “Estamos diante de um cenário desafiador, mas o agro brasileiro é resili ente, esses impactos acendem um alerta importante e é preciso fazer a leitura correta antes de tomar decisões” Afirmou o professor.


A Agrobalsas discutiu o tema “Raízes que transformam” e fez um chamado para a agricultura regenerativa como alternativa para melhorar a produtividade por hectare cuidando do solo por meio de técnicas sustentáveis e recuperando áreas degradadas. A pesquisadora e agrônoma brasileira Mariângela Hungria, ganhadora do prêmio Nobel de agricultura proferiu a palestra mais assistida da feira. Ela falou pela internet para um grupo de produtores, agrônomos, técnicos e estudantes e destacou o potencial do cerrado para alcançar altos tetos de produtividade com o uso de insumos biológicos e a recuperação do solo. “Temos 40 milhões de pastagens degradadas que podem ser recuperadas. Isso pode revolucionar a produção brasileira porque conseguimos produzir mais com a agricultura regenerativa e ao mesmo tempo reduzir drasticamente o desmatamento” Disse Mariângela Bucar.

Este ano a Agrobalsas investiu alto na valorização da agricultura familiar e na importância da transferência de tecnologias para os povos tradicionais. Indígenas de cinco etnias do Maranhão participaram de cursos, palestras e oficinas ao longo da feira. O cacique Raimundo Guajajara, uma das principais lideranças indígenas do estado disse que as comunidades são carentes de informação e de sérvios básicos como saúde de educação. “O que nos queremos é produzir nas nossas comunidades e viver com dignidade. Tudo o que aprendemos aqui vai nos ajudar muito. Disse o cacique.

A Superintendente da Fapcen Gisela Introvini avaliou a feira como um divisor de águas diante dos desafios que o mundo impõe. “ Precisamos entender que não adianta só produzir, mas é preciso cuidar do ambiente, respeitar os povos tradicionais e sobretudo ajudar a diminuir as diferenças sociais. O grande agronegócio é o motor da economia, traz divisas para o país, mas agora chegou o momento de produzir, mas promover o bem estar de todos” Ressaltou Gisela Introvini